16 novembro 2006

Os servos de Nidhogg, a Serpente de Midgard


Na ampla biblioteca da Academia Asgardiana, toda iluminada por castiçais de ouro puro com velas que nunca terminam há uma grande mesa de mármore róseo com um grande livro aberto que nunca termina de ser escrito. Apenas os escolhidos de Odin, seus historiadores de confiança, podem escrever naquele livro pois ele conta a história de todo um povo.
O povo de Midgard mal conhece as runas e poucos são os relatos conhecidos sobre o povo do norte. Mas para a maravilhosa biblioteca da Academia Arcana, situada próximo ao palácio de Odin, não existe tempo, não existe fim para a história. Cada batalha é anotada, cada feito é contado e recontado, mesmo que ele se torne canção nas notas dos tocadores.
Hoje, diante daquele livro, Edelweiss Von Alfheim tem a honra de se sentar. Escolhe as palavras com cuidado, pois uma vez escrita a história não se pode apagá-la. Seus olhos fitam o teto enquanto ela lembra o que viveu, procurando ser o mais imparcial possível:

“No período que estive em Midgard pude constatar o que Odin, nosso Grande Pai, já alcançava com sua visão: Existem três raças de dragões conhecidas por nosso povo. A primeira, não é habitual de nossas terras e é chamada de Metálica. Estes dragões se denominam filhos de um Deus dragão benéfico, Bahamuth, embora, ao meu ver, sua visão de bem e mal esteja intimamente relacionada com o que eles desejam ou não, com quem concorda ou discorda deles. A segunda, tanto quanto a primeira, não conhece nossas terras muito bem e é chamada de Cromática. São filhos de uma Deusa chamada Tiamat. Parecem mais selvagens do que os metálicos e ainda não conseguimos um contato positivo com eles. Desconhecemos o seu modo de raciocínio. A terceira, entretanto, é a que mais me preocupa. São os dragões-serpente de nossas terras. Maiores do que os cromáticos ou metálicos, com o corpo mais longilíneo e não tão sólido. Alguns possuem apenas escamas, outros tanto escamas quanto penas, e todos eles trocam de pele. Possuem uma forma humanóide, mas de modo algum poderiam passar-se por humanos com o seu rosto viperino, suas garras e seus olhos de pupilas verticais sem uma íris definida. Estes dragões são mais selvagens do que os cromáticos e mostram ter pouquíssima inteligência. Também possuem um tempo de vida relativamente curto. Não se soube de nenhum que tivesse durado mais do que 400 ou 500 anos. Seus poderes ainda são desconhecidos. A maior descoberta das expedições dos Asgardianos em Midgard, entretanto, foi que embora se auto-proclamassem descendentes de Nidhogg estes dragões não passam de crias elaboradas pela serpente para servi-la. Não possuem livre-arbítrio de todo e são facilmente controláveis pelo seu mestre e criador. Ao contrário, um único elemento nos provou que a serpente de Midgard gerou descendentes. Talvez em alguma oportunidade de mudar de forma e seduzir uma fêmea humana, disto ainda não temos certeza, Nidhogg concebeu uma ou mais crias. Homens serpente, estes sim com livre-arbítrio, diferentes de suas criações servis. Há pouco o que escrever sobre estas raças no momento, sendo que os homens-serpente talvez ainda nem possam ser assim chamados.

Encerro aqui este escrito e tomo por mim a inteira responsabilidade de minhas linhas.
Edelweiss Von Alfheim.”

1 Comments:

Blogger Tiamat said...

ahá!!foi escrito!!!!

qui. nov. 16, 02:04:00 PM

 

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